segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Unção que Enriquece


Capitulo 1             A Unção que Enriquece
A palavra unção significa o poder de Deus e uma capacitação divina. Então a unção é uma capacitação divina;essa unção que enriquece é uma unção divina para enriquecer.Você quer essa unção?
Há níveis de unção diferente, quanto mais unção mais resultado.Quando você recebe esta unção que enriquece,a sua família é abençoada,a igreja e o próximo são abençoados.Porque a sua vida começa a transbordar e você começa a espalhar abundância para aqueles que estão a sua volta.

·        Unção que enriquece é um escudo contra o devorador da riqueza;
·        Unção que enriquece faz fugir o espírito de pobreza;
·        Unção que enriquece nos enche de sabedoria financeira;
·        Unção que enriquece quebra as maldições familiares;
·        Unção que enriquece traz restauração financeira;
·        Unção que enriquece traz restituição daquilo que foi roubado;
·        Unção que enriquece traz idéias que geram riquezas;
·        Unção que enriquece atrai recursos e riqueza.

Essa unção vai programar você para enriquecer. Com esta unção que enriquece você vai ativar dons,talentos e potenciais na igreja.Você já tem uma capacidade para enriquecer,mas existem pessoas que morrem e não usam nem 5% desta capacidade.Quando você começar acreditar que vai ser Rico,a riqueza começará a vir em sua direção.Talvez o que esta impedindo de você ter uma vida abundante,são falsas crenças,bloqueios e medos que estão paralisando sua vida financeira.Assim como Deus é infinito ,Ele escolhe infinitas maneiras de te abençoar.Deus que é infinito,ele tem riquezas infinitas para o seu povo.O que você quer financeiramente?.O dinheiro nas mãos de um servo de Deus é uma benção;mas o dinheiro nas mãos de um ímpio é uma maldição.

·        Creia que você pode ser Rico;
·        Creia que você pode conquistar riquezas;

Há riquezas vindo em direção do povo de Deus,porque quem conquista riqueza que vem de Deus,gera riqueza ao seu redor.Quando o nosso tesouro é Jesus,as riquezas não atrapalham a nossa vida espiritual.Tem pessoas que há muito tempo vivem na pobreza e escassez,mas depois desta unção vão começar e enriquecer,porque a unção despedaça todo julgo de miséria,pobreza e enfermidade.Peça a Deus para sua vida familiar e para a igreja esta unção que enriquece.Deus esta te ungindo com uma nova unção que enriquece;esta vindo sobre você e vai chegar um novo tempo de riquezas e prosperidade.

  Você nasceu para vencer;
  Você nasceu para ser feliz;
  Você nasceu para um propósito;
  Você nasceu para prosperar;
  Você nasceu para enriquecer.
         Volto a repetir;
Creia que você pode ser Rico, Creia que você pode conquistar riquezas.



Pastor Cláudio Duarte - Casamento à Prova de Bala

Pr Claudio Duarte - Sexualidade do Casal

sábado, 19 de outubro de 2013



ESTUDO BIBLICO SOBRE ORGASMO

ESTUDO BIBLICO SOBRE ORGASMO

Nunca compreendi muito bem o que é orgasmo. (Esposa)
Em busca de compreensão, para uma satisfação maior.
Josué Gonçalves
Atualmente, com a facilidade de acesso às informações, seja secular ou teológica, estão se desfazendo as idéias infundadas que surgiram na Idade Média, quando os teólogos romanos tentaram vincular ao pensamento cristão a filosofia asceta. Era a idéia distorcida que insinuava que tudo aquilo que produzisse prazer seria de origem diabólica, mas a Bíblia, palavra soberana de Deus, diz que “...é digno de honra o leito sem mácula” (Hb. 13:4). As aberrações eram as mais estúpidas que se possa imaginar. 

Alguns exemplos:
w Ensinavam que o Espírito Santo saía do quarto no momento do ato sexual, mesmo que fosse com o propósito de conceber um filho.
w Ensinavam que os casais deveriam se abster do ato sexual em todos os dias santos.
w Ensinavam que o casal não podia ter relação sexual às quintas-feiras, por ser o dia que Cristo fora preso; na sexta-feira em honra à sua crucificação; aos sábados, em respeito à virgem Maria; aos domingos, por causa da ressurreição de Jesus e nas segundas-feiras, em respeito às almas dos falecidos; livres para o ato sexual apenas às terças e quartas-feiras.

Com a Reforma, os cristãos voltaram a estudar a Palavra de Deus, o que resultou na libertação destes conceitos distorcidos e danosos para vida do casal cristão. À proporção que as pessoas foram estudando as doutrinas fundamentais, também tomaram consciência de que o sexo fora criado por Deus para a “satisfação e felicidade” do casal 1 Co. 7.1-5, até chegarem à compreensão de que o ato sexual também é uma expressão de louvor a Deus, partindo do princípio de que o casal cristão não deixa de ser templo do Espírito Santo neste momento de intimidade.
- ORGASMO, como defini-lo ? -

Ninguém melhor do que a Dra. Marie Robinson, uma psiquiatra, casada, cuja maioria dos seus clientes são mulheres, para dar uma definição convincente. Ela descreve o orgasmo feminino da seguinte forma:
“O orgasmo é a reação fisiológica, que culmina o ato sexual, um clímax belo e natural.. Nos instantes que precedem o orgasmo, a tensão muscular eleva-se a um ponto em que, se não fosse pela operação do instinto sexual, ela se tornaria fisicamente insuportável. 
Os movimentos pélvicos do homem e a movimentação do pênis, para diante e para trás, no interior da vagina, crescem em rapidez e intensidade. Os movimentos pélvicos da mulher também se intensificam e todo o seu corpo procura, a cada movimento, aumentar a maravilhosa sensação que experimenta no interior da vagina.

 Segundo inúmeras mulheres com quem já debati essa experiência, o prazer é causado mais pela sensação de ter a vagina ocupada ou pela pressão e fricção na superfície posterior. No momento de maior tensão muscular, todas as sensações parecem receber um impulso para cima. A mulher experimenta esta tensão em um grau tão elevado que lhe parece ser impossível mantê-la por mais tempo. 

E realmente o é, pois aí então ela é dominada por uma série de espasmos musculares. Estes espasmos ocorrem no interior da vagina, produzindo nela ondas de intenso prazer. Essas ondas se transmitem para o corpo todo, simultaneamente: no tronco, rosto, braços e pernas – e até na planta dos pés. 
Esses espasmos que sacodem o corpo todo, convergindo na vagina, representam e constituem o verdadeiro orgasmo. Nesse momento, a cabeça se encurva para trás e a extremidade pélvica como que se volta para diante e para o alto, numa tentativa de obter maior penetração possível do pênis. 
Esses espasmos duram alguns segundos na maioria das mulheres, embora essa duração varie de pessoa para pessoa, e em algumas delas possam chegar a um minuto ou mais, conquanto vão decrescendo de intensidade. Muitas mulheres conseguem repetir isso duas ou três vezes antes que o companheiro atinja o orgasmo. 

Neurológica e psicologicamente, está aberto o caminho para outro orgasmo, e se o marido continuar com a ativação, ela poderá agir adequadamente. Já ouvi de algumas mulheres que o último orgasmo, por vezes, é mais intenso e satisfatório que o primeiro. Assim que a mulher se satisfaz nessa experiência orgástica, ela relaxa a tensão muscular e neurológica acumulada durante o período de preparação. 
Quando alcança satisfação completa, sua movimentação cessa, e pouco depois a pressão sangüínea, a pulsação, a secreção glandular, a tensão muscular e todas as modificações físicas que ocorrem e caracterizam o excitamento sexual, voltam às condições normais, ou até sub-normais. Tendo havido estudos detalhados das reações físicas tanto dos homens quanto das mulheres durante o ato sexual, creio ser importante entender que, dos menores detalhes até os orgasmos, as reações e as experiências subjetivas do prazer são paralelas nos dois sexos.

 As diferenças dignas de notas são que a mulher reage mais lentamente que o homem ao estímulo externo, e o orgasmo masculino é caracterizado pela ejaculação do líquido seminal no interior da vagina. A plena satisfação sexual é seguida de um estado de calma total. O corpo sente-se absolutamente sereno. Psicologicamente a pessoa sente completamente satisfeita, em paz com o mundo e com tudo o que há nele.

 A mulher, em particular, sente-se mais amorosa para com o companheiro que lhe proporcionou tanto gozo e lhe deu esse arrebatamento de êxtase. Muitas vezes, ela deseja abraçá-lo durante algum tempo e permanecer um pouco mais ao “clarão” que vai se apagando. Sem dúvida, com esta descrição, podemos dizer que o orgasmo é um experiência singular, fortíssima. Não existe outra experiência fisiológica ou psicológica que se compare à sua intensidade extasiante ou ao tremendo prazer que proporciona”.

Uma das perguntas que muitas mulheres fazem, é se podem ter mais de um orgasmo durante a relação. A resposta é sim. O corpo da mulher foi projetado por Deus para ser multiorgástico. Porém, para que a esposa desfrute desta plenitude, todos os fatores de amor e consideração devem estar presentes e é imprescindível que haja estimulação adequada. Sendo assim ela poderá ter quantos orgasmo desejar.

 Existem algumas barreiras à multiplicidade do orgasmo, duas das quais são, as inibições e a falta de estimulação suficiente. Marido e mulher devem, a cada dia, se preocupar com o crescimento da qualidade do ato sexual. Há um texto em Cantares de Salomão que nos incentiva a tornar a experiência da sexualidade rica e prazerosa: “Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição. Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se já aparecem as tenras uvas, se já brotam as romãzeiras; ali te darei os meus amores. As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há todo o gênero de excelentes frutos, novos e velhos; ó amado meu, eu os guardei para ti” (Ct. 7:10-13).


MAS O QUE É ORGASMO ?

MAS O QUE É ORGASMO ?

No meu livro ” Prazer sexual na vida conjugal”- Ed Paulus-SP, cito uma breve reflexão de Wilhelm Reich : -”… a capacidade de abandonar-se, livre de qualquer inibição, ao fluxo de energia biológica; a capacidade de descarregar completamente a excitação sexual reprimida, por meio de involuntárias e agradáveis convulsões do corpo”. Um encontro físico que pontue descarga de energia com sensações de satisfação tanto física como emocional.

O Orgasmo é tão importante, que podemos observar texto na Bíblia que indica o resultado prezeroso de um encontro de amor: -” Eu sou a flor do campo e o lírio dos vales. Como o lírio entre espinhos, assim é minha amada entre as moças. Como a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado, entre os moços. A sombra de quem eu tanto desejara me sentei, e seu fruto é doce ao meu paladar. Ele me introduziu na sua adega, e sua bebida sobre mim é Amor! Sustentai-me com bolos de uvas, revigorai-me com maçãs, PORQUE DESFALEÇO DE AMOR. ( Cântico dos Cânticos 2, 1-5 ). Desfalecer de amor, é a sensação plena do orgasmo entre casais que se entregam corporeamente um para o outro por amor, tendo o resultado sublime em forma de presente corporal e emocional, e por que não dizer também espiritual. Não é verdade que em uma vivência plena de orgasmo, nosso desejo é de agardecermos a Deus pelo presente recebido?

MAS POR QUÊ A DISFUNÇÃO ORGÁSTICA ESTÁ EM ALTA ?

Exatamente porque a busca pelo prazer sexual está se dando de maneira unilateral, visando apenas resultados genitais. O Orgasmo não é o mesmo que gozo genital. Um homem e uma mulher podem gozar o dia todo genitalmente, mas o Orgasmo é a sensação bio-psico-social-espiritual da integração de vínculo de amor. Como saber se a sensação pontuada é orgasmo ou gozo? Pelo resultado posterior, no gozo, fica apenas a sensação genital; no orgasmo, fica a memória cravada na alma.

VOCÊ SE LEMBRA DE UMA VIVÊNCIA DE ORGASMO COM SEU CÔNJUGE, QUE ATÉ HOJE NÃO SAI DE SEU PENSAMENTO?

Provavelmente deve lembrar. Eu consigo trazer bem guardadinho em meu pensamento, os três belos momentos em que escolhemos gerar nossos filhos. No encontro sexual que potencialmente escolhemos como momento de fecundação do Samuel, Davi e Helder, todas as energias de Amor nossa como casal e de Deus para conosco emergiram em uma força fantasmaticamente orgástica. E assim é sempre que nos colocamos integralmente um para o outro.

MAS COMO RECUPERAR O ORGASMO PERDIDO?

Vai ai uma dica, tente resgatar o tempo em que potencialmente vivia o orgasmo em seu casamento, e tente identificar fatores que estavam potencialmente presentes na dinâmica do casal naquela época, observe o que de lá está faltando no presente. Procure rastrear todas as possibilidades, fazendo uma leitura de 360 graus de sua vida atual e do amor compartilhado no casamento no momento presente. Não é tão simples, mas o único caminho é começar  um caminho. Se não conseguirem, procure uma ajuda com especialistas.
http://blog.cancaonova.com/pensandobem/2008/07/31/31-de-julho-dia-do-orgasmo/

Seis razões pelas quais as mulheres fingem o orgasmo

Seis razões pelas quais as mulheres fingem o orgasmo

Tenho recebido com frequência em meu consultório, mulheres que aparentam ser um furacão na cama e que confidenciam nunca terem tido um orgasmo. Isso mesmo, muitas vezes aquele monumento de mulher que até nós mulheres paramos para olhar quando passa, tem um segredo. É difícil acreditar porque o celular dela está sempre tocando e o assédio dos homens é enorme. Sempre com um namorado bonitão do lado, um corpo de dar inveja a qualquer garotinha e aquelas roupas super transadas. Pois é, essa mulher pode nunca ter tido um orgasmo, ou até mesmo não sentir prazer nas suas relações sexuais. A disfunção sexual feminina é um problema multidimensional, definida pela Associação Americana de Psiquiatria como um distúrbio do desejo e das alterações psicofisiológicas que caracterizam a resposta sexual e causam angústia, stress e dificuldades interpessoais. 

O que mais me chama atenção é que mesmo com todas as mudanças comportamentais ocorridas nos últimos anos, a disseminação dos conhecimentos em relação a sexualidade feminina e diante da onda de sedução que presenciamos nos dias atuais, a disfunção sexual feminina ainda apresenta uma alta prevalência, atingindo de 20 a 50% das mulheres. Um estudo realizado pelo National Institute of Mental Health and Social Life Survey demonstrou que 43% das mulheres americanas têm algum tipo de disfunção sexual. No Brasil, dados do estudo do comportamento sexual do brasileiro (ECOS), mostram uma prevalência de 30%, sendo as principais queixas a falta de desejo (34,65%) e dificuldades para obter o orgasmo (29,3%).  
Da mesma forma que os homens em algum momento da sua vida já falharam durante o ato sexual, quase todas as mulheres em algum ponto de suas vidas já fingiram orgasmo ou êxtase. O mais alarmante é que ]O651todo esse fingimento vem acompanhado de diferentes sentimentos como baixa auto-estima, frustração, solidão e depressão. Essa situação na grande maioria das vezes é banalizada e negligenciada pela mulher que demora a buscar ajuda e sofre sozinha. Mas por que ao invés de realizarem seus desejos e se sentirem plenas, as mulheres preferem agradar seus parceiros dando a eles a falsa impressão de que cumpriram seu papel, levando-as ao êxtase total? Qual a necessidade disso? Por que será que as mulheres fingem o orgasmo? 

Diferentes estudos mostram que as causas que prejudicam a resposta sexual feminina, seja de forma pontual ou prolongada, são inúmeras, deflagrando as disfunções sexuais. Dentre elas, podemos citar: repercussões de uma educação rígida, estimulação inadequada das zonas erógenas, conflitos conjugais, falta de atração pelo parceiro, história de violência sexual, ansiedade, depressão, fadiga, doenças físicas (diabetes, coronariopatias, distúrbios hormonais, dislipidemias, entre outras) e uso de medicamentos que inibem a libido. Somam-se a isso as variações de resposta durante o ciclo menstrual (fase estrogênica e fase progesterônica) e o ciclo de vida feminino, cujas sucessivas etapas (menarca, ciclo gravídico-puerperal, climatério, menopausa e senilidade) repercutem de forma diversa, mas sempre impactante, sobre a atividade sexual da mulher. 
Mas eis aqui as 6 principais razões pelas quais as mulheres dizem fingir um orgasmo: 

1. Medo de ser considerada fria; 
2. Medo de desagradar o parceiro: muitas mulheres se sentem na obrigação de dizer para o homem que estão satisfeitas;
3. Insegurança: Por serem inseguras, algumas mulheres têm medo de mostrar que o parceiro não a está satisfazendo; 
4. Baixa auto-estima; 
5. Monotonia: Algumas mulheres mantêm um relacionamento, mas já não sentem nenhum desejo pelo marido. O elo que a liga ao parceiro é financeiro ou emocional. Geralmente essas mulheres tentam evitar o sexo com as mais variadas desculpas: dor de cabeça, cansaço, preocupação e sono. Muitas vezes o ato sexual nada mais é do que uma obrigação e nesses casos as mulheres fingem o orgasmo para que o ato sexual seja o mais curto possível. Depois de ver a mulher em pleno êxtase o parceiro se sente liberado para buscar seu prazer e; 
6. Medo da solidão. 

Para concluir, vale ressaltar que a comunicação é a peça chave na busca do prazer, tanto feminino quanto masculino. Afinal, o ato sexual é apenas consequência de uma relação. Transparência, respeito e amizade podem romper qualquer tipo de barreira emocional e se a causa for orgânica é preciso procurar o tratamento adequado. Há muito mais numa relação do que o prazer. A mulher pode se sentir satisfeita, física e emocionalmente, mesmo não atingindo o orgasmo. Basta ser feliz.


Ler mais: http://familia-forte.webnode.com.br/news/orgasmo-feminino/

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Gostar exageradamente de sexo é pecado?

Gostar exageradamente de sexo é pecado?

Primeiramente quero desejar a paz e a alegria do Senhor Jesus.

Hoje irei abordar um assunto bastante polêmico para a maioria das pessoas:  o sexo exagerado.

            Tratando-se de sexo, é grande o número de homens e mulheres que gostam exageradamente de sexo. Em muitos casamentos o exagero é eminente, causando desconforto, levando o casamento a uma crise existencial.
Tudo que sai de uma normalidade não é bom. Passa de prazeroso para uma escravidão. Seja o que for uma hora vai fazer mal.
No caso do sexo, ter uma vida sexual ativa, moderada e bem explorada é bom e saudável, além de ser um termômetro do relacionamento.
Segundo a medicina o sexo faz bem para a saúde e ainda ajuda a queimar calorias. Mas o exagero por sexo não tem nada haver com saúde, felicidade e bem estar. Trata-se de mau comportamento, o que não é normal, pois quando não há moderação e se foge do controle, e o prazer é explorado para auto-satisfação torna-se uma escravidão, um vício. Assim como há pessoas compulsivas por comida e compras, também há pessoas compulsivas por sexo, e dependendo do nível pode ser necessário um tratamento ou libertação.
            “A compulsão sexual compreende um grande número de fantasias sexuais que ocupam a mente de uma pessoa. Essas fantasias escravizam o indivíduo, já que o mesmo fica impedido de desempenhar outras atividades de maneira dedicada, concentrada e coerente. A compulsão sexual é uma doença que leva muitas vezes a um comportamento de risco. A erotomania e a ninfomania são termos que indicam um exagero do desejo sexual por parte de um homem e de uma mulher”. ( Fonte: Agência Unipress Internacional/Nilbe Shlishia)
             A ninfomania que vem da combinação de duas palavras de origem grega. Mania, que significa frenesi ou loucura e Ninfo; significando noiva ou donzela. É também uma palavra que se referia ao mito de mulheres jovens que tinham beleza e a sexualidade acentuada. Já em Latim, Nymphae, plural de Nympha, os lábios internos da vulva, tem mais a ver com o propósito. Mulher que apresenta um nível elevado de desejos e fantasias sexuais. Não se satisfaz com um só ato sexual, sempre procura mais e mais com o mesmo parceiro ou até com outros.
             Segundo os médicos, Luis Carlos Calil e João Ricardo Terra, a erotomania se trata de uma convicção delirante, por parte da pessoa em questão de que outra pessoa de posição social mais elevada à ama. Questionam-se motivos orgânicos para o desenvolvimento da erotomania, assim como, acredita-se que a privação sexual seja um fator que impulsione o desenvolvimento da patologia.

             O ato sexual quando se torna um comportamento impulsivo e obsessivo, passa de hábito à patologia e em um caso com sintomas crescentes pode levar a perda da vida social, saúde, emprego, condição financeira e família em pouco tempo.
             A psicóloga Giovanna Lucchesi, do Instituto Paulista de Sexualidade. Explica: “Gostar de sexo é algo extremamente saudável e produtivo. Entretanto, se a pessoa apresenta um comportamento impulsivo e obsessivo o nomeamos de compulsão sexual. Como em toda compulsão há a dificuldade de se controlar. A pessoa expressa fantasia sexualmente excitantes recorrentes, intensas, impulsos de comportamento sexual, podendo até mesmo se colocar em situações de risco em busca de sexo e não conseguir realizar outras atividades do dia a dia, devido à intensa masturbação”.   
Ainda segundo a sexóloga, na compulsão sexual as fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais podem gerar desconforto ou comprometimento clinicamente significativo na área social, ocupacional ou outras áreas importantes. Homens e mulheres podem apresentar compulsão sexual, mas segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a compulsão sexual é mais freqüente no sexo masculino. “Essa compulsão pode ser administrada quando há intervenção terapêutica ou psiquiátrica. A Terapia Cognitiva com enfoque na sexualidade pode ajudar, facilitando um novo aprendizado para lidar com a ansiedade e com pensamentos e comportamentos que prejudicam a vida dessas pessoas. Mas por ser uma compulsão que traz prazer sexual, é mais comum que a pessoa só procure ajuda quando a vida social já está comprometida, assim como seu trabalho, sua família ou sua relação afetiva”. (Fontes: Mariana Bueno, no site Bolsa de mulher)

O que a Bíblia diz a respeito?

             Certa ocasião Jesus após orar disse ao povo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. (Mateus 11:28 ) Quando Jesus disse: “Vinde a mim, todos...”, Ele sabia a situação de cada um ali naquele momento. Sabia ainda exatamente em que situação viria o homem a seus braços. Muitos acham que primeiro devem se consertar para depois procurar a Deus, e muitos desses são os que estão envolvidos em pecados sexuais. Os que pensam e agem assim, estão completamente errados! O homem por si só não tem condições de se libertar; e ainda que se livre, por um tempo, de uma tentação, é preciso estar debaixo da mão forte do Senhor para resistir às inclinações da carne. Somente Deus tem poder para restaurar o que o ser humano acha impossível. Pois Ele mesmo diz em Sua Palavra que: “...para Ele nada é impossível...”. (Lucas 01:37 ) Só o Seu Espírito é capaz de sondar a medula, que é a parte mais íntima, o interior, o âmago, a essência de um homem, e conhecê-lo tão profundamente, a ponto de poder transformá-lo até naquilo que nem ele acredita que possa ser transformado. Jesus mesmo disse: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres”. (João 08:36 ) Veja mais o que a Bíblia diz: “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz”. (Romanos 08: 05,06,08,14). “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”. (Gálatas 05:16,25 ). “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos"? (I Coríntios 06:19).
Mediante a estes textos entendemos que existe o Espírito Santo e quando passamos a ter o Espírito Santo em nós, não há espaço para exageros. Compulsões e vícios.

              Quero orientá-los que é primordial buscar ajuda quando sentir que é necessário. Não é bom manter ou esconder o problema para sempre, o ideal é descobrir a causa e tratá-lo.

              Há casos em que o problema pode existir por questões orgânicas, ou seja, doenças. Os sexólogos, psiquiatras e os psicólogos são especialistas que podem diagnosticar o problema e tratar de modo a trazer o bem estar da sexualidade do casal. É válido procurá-los sim, em alguns casos.
Lembrando que é preciso que a pessoa tenha consciência de que é uma compulsiva sexual e de que o transtorno pode ser uma doença. É procurar ajuda. Hoje existem vários tratamentos usados por especialistas que tratam a ansiedade, buscando a raiz do problema. 
Porém o seu problema pode ser de ordem espiritual, e se você tem dúvidas quanto a isso, conte comigo. Relate seu problema ou dúvida!
             “Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o SENHOR sonda os corações.” ( Pv. 21:2 )

              Lembre-se: gostar ou pensar exageradamente em sexo não é qualidade, é problema de saúde ou espiritual.

Se este tipo de dificuldade lhe aflige e você compreendeu que está precisando de ajuda, conte comigo, pois pode ter certeza que você será orientado (a) da melhor forma.


Envie suas perguntas e dúvidas para que eu possa orar e lhe aconselhar.
Para enviar suas perguntas, basta comentar esta postagem clicando em comentários (abaixo) e se possível deixe seu e-mail para contato.

Peço que fique à vontade para perguntar, pois garanto o mais absoluto sigilo. Sugiro que no comentário, escolha a opção Anônimo. Apenas se identifique caso julgue que seja necessário. Peço também, por gentileza, que não cite nome de Igrejas, denominações ou líderes religiosos.

Eu abençôo a todos os que visitarem meu Blog desejando a paz e alegria do Senhor Jesus em seu casamento.

Ev. Luiz Mulinari - Ministério de Família.

Algumas razões bíblicas para o sexo no casamento

Algumas razões bíblicas para o sexo no casamento:

1. O sexo no casamento é possível porque Deus criou o ser humano sexualmente atraído pelo sexo oposto. Deus criou todo o corpo humano inclusive os órgãos genitais, “e tudo havia ficado muito bom” (Gn 1:31). Isso significa que Deus criou seres humanos sexuados com o apetite sexual direcionado ao sexo oposto. Ou seja, a atração sexual pelo sexo oposto não é pecado, pois foi criada e desfrutada antes da queda.

2. O sexo no casamento é criação de Deus aprovada por Jesus (Gn 2: 24, Mc 10:6-9, Mt 19:4, 5). Deus criou homem e mulher programados para se tornarem uma só carne na vida sexual do casamento. O sexo no casamento acontece quando o homem e mulher emancipam-se da suas respectivas famílias para formarem outra família. E isto é uma benção de Deus, pois é “muito bom”. Assim, sexo não é pecado, pois, o sexo no casamento é honroso e sem mácula (Hb 13:4). O sexo só se tornou pecado após a queda, quando foi distorcido pelos pecadores que praticam fora dos planos de Deus.

3. O sexo no casamento foi criado por Deus como uma relação heterosexual (Gn 2:23-24,). Isso significa que a sexualidade do casamento, construída sobre a verdade da Palavra de Deus, exclui todas as distorções sexuais surgidas após a queda. Assim, a necrofilia (sexo com cadáveres) e a zoofilia (sexo com animais), desumaniza o padrão divino como uma aberração, porque Deus criou o ser humano para satisfazer-se sexualmente apenas com outros seres vivos da mesma espécie. Assim também, o homosexualismo (relação sexual com pessoas do mesmo sexo), fere o padrão de Deus, porque Deus criou originalmente o homem e a mulher para a satisfação com o sexo oposto.

4. O sexo no casamento é uma relação monogâmica de amor livre e incondicional (I Co 7: 2). O matrimônio monogâmico heterosexual foi criado para o casal se tornar uma só carne de corpo e alma como fruto de um amor livre, verdadeiro, incondicional e indissolúvel. A relação sexual do casamento produz unidade, intimidade, entrega, extensão do ser, complemento mútuo, conhecimento pessoal e espiritual, entrelaçamento de mente, coração, corpo, emoções e sentimentos, satisfação sexual, realização pessoal e felicidade. Assim, o estupro (violência sexual), o sadismo (prazer em fazer sofrer) e o masoquismo (prazer no sofrer) violentam o propósito sexual de Deus, uma vez que o ato sexual deve ser por livre manifestação da vontade com um ato construtivo de afeto, carinho e bem estar físico e emocional. Da mesma forma, a prostituição exclui o amor no sexo conjugal programado por Deus, por ser um ato de barganha, negócio, fonte de remuneração ou recompensa. E também, a masturbação (quando opção permanente da busca solitária e egoísta do prazer, por meio de excitações com mãos ou objetos), o sexocentrismo (lascívia, sexomania, obsessão sexual) o adultério (infidelidade conjugal) ferem o padrão divino da relação recíproca, mútua e conjugal de cumplicidade, entrega e despreendimento do sentimento sexual dado saudavelmente e satisfatoriamente a um único cônjuge por amor (Pv 2:16-19, 5: 15-20, 6: 20-35, 7:6-27).

5. O sexo no casamento é a relação ideal para a reprodução humana saudável (Gn 1:28a). Deus deixou ao ser humano a incumbência e a capacidade da fertilidade para a procriação. E a relação sexual no casamento oferece a santa oportunidade de tornar o casal em pai e mãe e formarem uma nova família. Quando a gravidez surge do casamento, a criação dos filhos tem mais chance de ser mais saudável. Assim, o aborto (homicídio do feto ainda no útero) e o incesto (relação sexual com parentes próximos) ferem o padrão de Deus da procriação na amplitude da espécie, fertilidade, formação de uma nova família e da preservação da vida humana.

6. O sexo no casamento é uma livre relação de prazer sem culpa ou medo. Deus determinou que o ato sexual fosse praticado para o prazer mútuo como fonte de satisfação sexual e realização pessoal. “Alegre-se com esposa da sua juventude...que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer e sempre o embriaguem os carinhos dela” (Pv 5:18, 19). O ato sexual no casamento deve proporcionar prazer e satisfação total aos dois, não praticado apressadamente, e nem deve ser suportado por um dos cônjuges e desfrutado pelo outro. Assim, as carícias e a estimulação mútua formam o prelúdio da harmonia sexual do casal. Porque, o homem e a mulher possuem carências sexuais que devem ser supridas e satisfeitas no matrimônio, uma vez que, o corpo de cônjuge é direito do outro para ambos satisfazerem os apetites sexuais verdadeiramente com amor (I Co 7: 2-5). Dessa forma, o sexo no casamento é o contexto onde a delícia da relação sexual realmente é desfrutada livre das distorções sexuais, complexos de culpas e feridas de alma (Ct 1: 2; 4:7, 9 – 11; 7: 1-10).

Precisa de mais razões?

Em Cristo, que recriou, em santidade por meio de sua cruz, o prazer sexual no casamento heterosexual monogâmico por amor


Jairo Filho

Deus esculpindo seus órgãos sexuais

Deus esculpindo seus órgãos sexuais

É lógico que você ficou assustado com o título desse artigo, não era para ser diferente, você é um brasileiro que cresceu com toda cultura e tradição católica latino americana onde os órgãos sexuais são as partes sujas e vergonhosas do corpo humano.

Mas não é assim que Deus vê e nem que a bíblia fala do seu e do meu órgão sexual, a bíblia está cheia de referências boas sobre o sexo e sobre os órgãos sexuais, mesmo percebendo claramente que os tradutores tentaram disfarçar.

Na narração de Gênesis 2.7 vemos Deus esculpindo o homem do barro, isso foi um escândalo para os outros povos e religiões, principalmente para os gregos que acreditavam que nenhum deus poderoso poderia tocar na matéria, principalmente no barro como um operário fazia. Hoje não temos a dificuldade de acreditar que Deus, na criação, sujou a mão de barro, mas temos tremenda dificuldade de aceitar que Deus esculpiu o homem todo, até mesmo o pênis e o saco escrotal. Isso por causa da nossa cultura que passa de geração para geração, dizendo que os órgãos sexuais são algo sujo e profano, quase como um mal necessário.

Mas os judeus entenderam que o corpo do ser humano, os órgãos e principalmente o sexo era algo separada, sublime!

É interessante ver que, na nossa cultura, o que nos distingue externamente como povo de Deus, muitas vezes é a roupa, o terno. Na cultura judaica o povo era distinguido por uma marca no pênis. Hoje quando vamos fazer um juramento colocamos a mão na bíblia, mas os judeus colocavam a mão nos órgãos genitais de quem eles estavam fazendo o juramento, como o servo fez com Abraão ao jurar trazer uma esposa para Isaque (Gn24.2). E o mais interessante que permanece até hoje é que nós, homens, quando vamos fazer xixi lavamos a mão antes de sair do banheiro, os judeus lavam ao entrar, antes de pegar no pênis, pois sabem que o que vão pegar é algo sagrado, esculpido e separado por Deus.

Se aprendermos a olhar para nosso corpo com uma visão mais bíblica, com a visão de Deus, teremos muito mais cuidados com ele. Se entendermos que o próprio Deus esculpiu cada pênis e vagina, esculpindo para sua honra e glória, não os colocaríamos em qualquer lugar.

Demorou para eu entender, mas hoje creio que Deus formou cada um com suas próprias mãos, todas as partes do nosso corpo, assim como o pênis e por isso somos tão especiais. Vejo que, por Deus ter pego um dia no meu pênis, tenho certeza que não quero profanar meu corpo e sim honrá-lo, usando da forma que Ele planejou.


[Artigo adaptado, escrito originalmente para o www.sexxxchurch.com]

Jogo de perde-perde

Jogo de perde-perde
Primeiramente quero desejar a paz e a alegria do Senhor Jesus em sua vida.
Hoje irei abordar um assunto eminente na vida conjugal de muitos casais, que acontece momentos antes de se iniciar uma relação sexual: “JOGO DE PERDE-PERDE”.

            Tratando-se de sexo, é grande o número de casais que têm problemas no âmbito sexual. Muitos homens e mulheres já frustrados com a realidade de seus casamentos, vivem desconfortáveis prestes a uma iminente crise entre ambos.
Vale concordarmos que na vida, tudo que foge à normalidade não é bom, e quando as coisas chegam neste patamar, algo que outrora era prazeroso pode chegar a ser um inconveniente ou até mesmo se tornar um tipo de “escravidão” na vida a dois.
O “JOGO DO PERDE-PERDE” num relacionamento conjugal, não se trata necessariamente de um jogo, mas um tipo de atitude recorrente entre ambos. Começa a ocorrer quando freqüentemente um começa a criar pretextos ao outro e/ou fugir a responsabilidade do relacionamento sexual no dia-a-dia. Muitos conhecem esses tipos de atitudes também como “jogo de empurra-empurra”. Preste atenção o que acontece antes de iniciar a relação sexual de um casal quando os dois jogam a responsabilidade um para cima do outro, veja um exemplo:
“Ela diz: - começa você.
Ele diz: - não, começa você.
Ela num tom mais elevado pergunta: - poxa, só eu que tenho que te procurar?
Ele responde: - você sabe que trabalho muito e estou cansado, você começa e eu faço o resto.
Ela explode e diz: - Só você que está cansado? Você esquece que eu também trabalho? Também fico cansada, mais nem por isso deixo de te procurar! Quer saber, eu já cansei de toda vez só eu te procuro. No início do nosso casamento era mútuo acordo em tudo. Só no olhar você sabia que eu queria e no seu olhar eu já sabia que você queria. Havia uma concordância de olhares, eu te olhava e você dava início, você me olhava e eu dava início. Agora posso olhar até ficar cega que você não está nem aí. Eu por ser sua esposa, mesmo cansada, eu que sempre procuro.
Ela por sua vez toma uma decisão e finaliza: - Eu não procuro mais, só faço se você me procurar”.

Pois bem, ambos querem ter razão e esquecem-se de priorizar aquele momento que Deus criou como benção para a vida conjugal. Outro ponto imprescindível é o fato de muitos casais desconhecem a informação de que o SEXO, dentro do casamento, é algo espiritual, uma vez que cada vez que o casal se relaciona sexualmente ocorre uma renovação da aliança que ambos têm mutuamente e com Deus.
São muitos os casais que tem uma péssima atividade sexual devido a esse tipo de atitude. Frustram a relação antes mesmo de iniciar. Assim como as esposas se cansam, só elas procurarem os seus esposos, a maioria dos esposos também estão cansados. O que era para ser prazeroso se torna exaustivo e acaba virando uma terrível obrigação.
Infelizmente este problema é mais comum do que se imagina, nos casamentos e nos lares, nos dias atuais. É um tipo de problema que faz mal ao corpo, mente, alma, coração de ambos.


Haverá aqueles dias em que a esposa estará indisposta, cansada e com fortes dores de cabeça. E, também haverá aqueles dias em que o esposo estará indisposto e cansado. Mas, nem por todos esses intempéries e ataques, existem motivos para permitir a invasão do “jogo de perde-perde” na relação pois na vida conjugal não pode haver um só ganhador e muito menos um só perdedor. Tem que haver uma concordância, um mútuo acordo, onde ambos saem vencedores e resta apenas um perdedor: satanás.
Lembrando que, caso haja consentimento mútuo a abstinência do sexo por um tempo é bom que este tempo seja breve e não ultrapasse mais que cinco dias, para que o inimigo não entre no relacionamento.

O que a Bíblia diz a respeito?

Deus através do Apostolo Paulo na carta ao povo da igreja de Corintos nos ensina sobre relacionamento e intimidade conjugal. Veja o que a Palavra de Deus nos fala: “O marido pague à mulher o que lhe é devido (disposição), e do mesmo modo a mulher ao marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não vos negueis um ao outro, senão de comum acordo por algum tempo, a fim de vos aplicardes à oração e depois vos ajuntardes outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”. (I Coríntios 07:03-05)

Veja também o que Deus nos ensina através do Apostolo Paulo na carta ao povo da igreja de Éfeso: “Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie a seu marido”. (Efésios 05:33)


Mediante a estes textos entendemos que Deus está orientando que quando o esposo encontra-se abrasado, sedento por sexo, a esposa deve o acatar e deixá-lo saciar a sua  vontade, no entanto que ele sacie a vontade da esposa também. Caso a esposa não esteja com vontades naquele momento, que ela o reverencie mesmo assim dando-o prazer, ou que entre em mútuo acordo e entendimento.
Conclusão

Quer ter uma vida conjugal saudável, boa e feliz?
Busque as orientações de Deus na Bíblia e terás um casamento verdadeiramente feliz! Pois disse Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”. (João 10:10b).


Temos a Bíblia e o Espírito Santo para direcionar, de modo a não procedermos com atitudes  erradas.
Quero orientá-los que é primordial buscar ajuda quando julgar necessário. Não é bom manter ou esconder o problema para sempre, o ideal é descobrir a causa e tratá-lo, porém o seu problema pode ser de ordem espiritual ou por comodismo, e se você tem dúvidas quanto a isso, conte comigo. Relate seu problema ou dúvida!

Se este tipo de dificuldade lhe aflige e você compreendeu que está precisando de ajuda, conte comigo, pois pode ter certeza que você será orientado (a) da melhor forma.


 Envie suas perguntas e dúvidas para que eu possa orar e lhe aconselhar.

Para enviar suas perguntas, basta comentar esta postagem clicando em comentários (abaixo) e se possível deixe seu e-mail para contato.
Se desejar pode também entrar em contato comigo pelo telefone (27)9962-5611, ou enviar um e-mail para casamentodefogo@gmail.com.
Peço que fique à vontade para perguntar, pois garanto o mais absoluto sigilo.  Apenas se identifique caso julgue que seja necessário. Peço também, por gentileza, que não cite nome de Igrejas, denominações ou líderes religiosos.


 Eu abençôo a todos os que visitarem meu Blog desejando a paz e alegria do Senhor Jesus em seu casamento.



Ev. Luiz Mulinari - Ministério de Família.

Orgasmo Feminino

Orgasmo Feminino
Primeiramente quero desejar a paz e a alegria do Senhor Jesus.

Hoje irei abordar um assunto bastante polêmico para a maioria das pessoas: o orgasmo feminino.

Tratando-se de orgasmo feminino, é grande o número de mulheres que não consegue atingir o orgasmo. Em milhares de casamentos elas sofrem por não conseguir chegar ao êxtase da relação.

Todas as mulheres querem sentir prazer numa relação sexual, mas a estatística afirma que mais de 50% delas têm alguma dificuldade em atingir o orgasmo e muitas inclusive fingem. A dica mesmo é nunca fingir um orgasmo, pois além de estar enganando o parceiro, você estará se enganando também. Isso pode causar ansiedade no desempenho e angustia que podem desequilibrar o relacionamento. O ideal é haver diálogo franco entre os parceiros afim de saberem tudo que sentem. 

Por elas não conseguirem atingir tal prazer, muitas delas buscam soluções em especialistas e são orientadas que o caminho é a masturbação e se estimular através de elementos psicológicos, filmes, livros, revistas, sites, usando a imaginação, dentre outros artifícios com o intuito de facilitar o orgasmo. Em muitos casos chegam até sugerir que criem em suas imaginações personagens que elas tem como preferido, tipo: o ator, o cantor ou um modelo durante as relações sexuais.

Digo que o anseio de se chegar a um orgasmo é evidente, porém um orgasmo não se deve vir através de dicas como estas acima.

Pela luz da Bíblia, que é a Palavra Deus, vemos que ela nos alerta de várias formas. Quero citar uma passagem bíblica registrada em Salmos 42:7 que diz: “Um abismo chama outro abismo...”. Mas o que a Palavra de Deus quer dizer com isso? Que qualquer problema na vida do ser humano, quando não resolvido da forma correta, tende a ficar pior. No caso, afirmo que artifícios como estes podem causar uma grande dependência nas mulheres distanciando ainda mais a chance de terem seu problema resolvido e de elas terem orgasmo com seus parceiros.

Infelizmente existem muitos homens que não sabem como trabalhar o clitóris da sua parceira (esposa), e em muitos dos casos, este é o motivo pelo qual elas não conseguem atingir o orgasmo. Principalmente quando seu parceiro é muito apressado e impaciente. O fato é que a mulher não consegue chegar ao orgasmo apenas com a penetração, pois não são estimulados os pontos que levam a mulher ao prazer, como o clitóris e o ponto G. Nosso corpo tem mais de 1500 pontos sensíveis, repletos de terminações nervosas. Para a alegria das mulheres, é preciso que seu parceiro explore esses pontos passo a passo.

Quero fazer uma pergunta a você mulher.

VOCÊ SABE ONDE FICA SEU PONTO G?    

A vagina tem uma profundidade que varia de dez a doze centímetros e tem a capacidade de se adaptar ao tamanho do pênis normal. Entretanto, a relação sexual humana é muito complexa, envolvendo elementos que exploram a dor, a mente, a visão e a saciedade. O ponto G fica situado a 5 cm da entrada vaginal e, se bem estimulado, leva a mulher ao orgasmo. O prazer parte muito mais da agilidade de cada um e de seu devido autoconhecimento, do que propriamente do tamanho imposto pela pornografia, sobre o tamanho do pênis. Infelizmente a mídia trás grande influência pornográfica e muitos homens praticamente destroem aquilo que poderia ser outra forma de ser completamente feliz e mutuamente satisfeito no casamento.

Há algum tempo atrás eu aconselhei uma jovem mulher, que desconhecia o que era orgasmo. Casada há 15 anos nunca conseguiu chegar ao orgasmo com o seu marido. Eu pedi para ela me contar sobre seus pais, sua infância, adolescência, juventude e como conheceu seu esposo. Ao contar-me toda sua história, me deparei diante de uma jovem mulher rejeitada pelos seus pais na infância, criada pelos avós, aprisionada em um estupro quando ainda era pequena e no início da sua juventude casou-se para sair de casa. Era uma jovem mulher com a alma cheia de decepções, frustrações, traumas, maldições hereditárias, carência paterna e materna e construiu sua família sobre uma escolha que era motivada como refugio e fuga da vida que levava. A alma dela estava doente e precisava ser curada. Descobri que esse era o motivo que levava a não conseguir chegar ao orgasmo.

Muitas mulheres já se entregaram às diversas formas, experimentaram inúmeras posições, em diversos lugares e ambientes para obter o ápice do prazer. Mas não alcançaram o clímax sexual. Nestes tipos de casos, o problema não está no ponto que é tocado, nas posições, nos lugares, ou no ambiente. A maioria dos casos está ligada a formação familiar, cultural, religiosa e social, pois dependendo de como foi a formação, doenças na alma e traumas na mente e distúrbios no corpo podem vir à tona.

Li recentemente uma matéria de uma ginecologista, Mariana Bueno, que em seu conteúdo clinico ela relatava. “A sensação é atingida quando se chega ao ponto máximo da estimulação sexual e há uma descarga neurossensorial que altera todo o sistema nervoso”. Ela conclui ainda que de acordo com o ginecologista, Hugo Miyahira, vice-presidente da região sudeste da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) existem diferentes causas que podem interferir na motivação sexual da mulher, fazendo com que ela não consiga chegar ao clímax e conseqüentemente ao orgasmo. Podem ser causas físicas, como dores e infecções; químicas, como uso de tranqüilizantes e bloqueadores de apetite; interpessoais, como as questões culturais e religiosas muito fortes.

A sexualidade é um aprendizado constante. Além de ter informações a respeito do assunto, a mulher precisa fazer uma reflexão profunda sobre sua formação familiar, psicológica, social e religiosa, e trabalhar seus preconceitos.

O homem, por sua vez, deve além de conhecer o funcionamento do corpo de sua parceira (esposa) no âmbito sexual, deve também agir com amor, paciência e compreensão para que possa proporcionar à mulher prazer e ter uma vida sexual plena e saudável.

Quero orientá-las que é primordial buscar ajuda quando sentir que é necessário. Não é bom manter ou esconder o problema para sempre, o ideal é descobrir a causa e tratá-lo.

Há casos em que o problema pode existir por questões orgânicas, ou seja, doenças. Os ginecologistas, sexólogos e os psicólogos são especialistas que podem diagnosticar o problema e tratar de modo a trazer o bem estar da sexualidade do casal. É válido procurá-los sim, em alguns casos.
Em muitos casos a dificuldade em atingir o orgasmo é devido à má alimentação (alimentos artificiais), bebidas alcoólicas, drogas, excesso de noites de sono perdidas (em trabalhos e baladas), excesso de medicamentos, tranqüilizantes, bloqueadores de apetite e estresse (atribuído ao transito caótico e ao excesso de trabalho). O que não se pode, é usar artifícios como a solução destes e os demais problemas existentes, que só mascaram o problema já existente. Atribuir artifícios é o mesmo que fingir o orgasmo. Você estará se enganando a si própria.
Pense comigo: Deus jamais inspiraria o homem a criar objetos eróticos e artifícios pornográficos, para a mulher chegar ao orgasmo.

Em outros casos, a falta do orgasmo feminino é devido às doenças na alma.
A Palavra de Deus aponta-nos a alma como composta de três partes, são elas: a mente, à vontade e a emoção. Estas três faculdades constituem a personalidade humana. A alma é a sede da nossa personalidade, é o nosso “EU”. É por esse motivo que a Bíblia, em alguns textos, chama o homem de “alma”. Alma concentra as principais características do homem, tais como: amor, idéias, pensamentos, etc. A alma ferida é uma alma doente e a medicina, a psicologia, a sexologia ou a mais avançada tecnologia não conseguem curar. Apenas Jesus Cristo tem o poder de penetrar na alma, na mente e no coração das pessoas e curá-las. A grande parte das mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo devido problemas na alma, precisam se rederem ao maior dos especialistas, Jesus Cristo, para que Ele possa curá-las.

Procurar ajuda não é errado! Errado é você não ser feliz na vida sexual ou então fingir a satisfação, enganando-se com objetos ou artifícios pornográficos que, muitas vezes, vão contra os princípios de Deus.

Se você sabe que está passando por alguma dificuldade e compreendeu que está precisando de ajuda, conte comigo, pois pode ter certeza que você será orientado(a) da melhor forma.

Saiba que Deus nos criou para vivermos felizes com todos e principalmente com nós mesmos e que a plenitude na área sexual e nas demais áreas da nossa vida não são um privilégio, mas uma promessa de Deus para as nossas vidas – “Eu vim para que tenham vida e vida em abundancia...” João 10:10 b

Envie suas perguntas e dúvidas para que eu possa orar e lhe aconselhar.
          
            Para enviar suas perguntas, basta comentar esta postagem clicando em comentários (abaixo).

            Peço que fique à vontade para perguntar, pois garanto o mais absoluto sigilo. Sugiro que no comentário, escolha a opção Anônimo. Apenas se identifique caso julgue que seja necessário. Peço também, por gentileza, que não cite nome de Igrejas, denominações ou líderes religiosos.

Eu abençôo a todos os que visitarem meu Blog desejando a paz e alegria do Senhor Jesus em seu casamento.

Ev. Luiz Mulinari - Ministério de Família.


Desperte a sexualidade do casal


Reviver a sexualidade exige a participação dos dois. Se você é o que pede por uma renovação, fale positivamente. Por exemplo: "gostaria de me esforçar mais para tornar nossa vida sexual melhor". Nem pense em dizer algo deste tipo: "nosso sexo é chato, não aguento mais." Se o parceiro ou responde provisoriamente ou negativamente, tente não reagir. Antes de interpretar a falta de entusiasmo dele como sendo algo relacionado a você e seu corpo, considere se ele está estressado no trabalho, passou por alguma perda recente, está doente, preocupado. Faça com que saiba que está pronta para tentar quando estiver pronto.

Depois de desfrutar algum tempo sensual juntos, você pode querer aproveitar a oportunidade para conversar. Não atribua culpas, mas expresse seu desejo. Enquanto fala, toque nele. Tenha calma! A melhor maneira de começar é pela sensualidade e não sexualidade. Brinquem, beijem, troquem carícias. Visualize o que aconteceria se pudesse voltar ao primeiro encontro e tente recapturar os sentimentos iniciais.

Fuja do que não funciona
Algumas atitudes podem parecer boas apostas, mas só atrapalham. Confira abaixo o que definitivamente não funciona:

1 - Ignorar os problemas. Se eles não forem "tratados", só pioram;

2 - Buscar a felicidade conjugal na ideia de se tornarem grandes amigos sem sexo. É claro que há períodos em que um dos parceiros pode ficar menos interessado em relação sexual (menopausa, desemprego), mas eliminar o ato para sempre pode enfraquecer o relacionamento, a menos que seja uma decisão tomada pelos dois por motivo de doença ou outra razão mutuamente aceitável;

3 - Ter um caso. Pode agravar os sentimentos de abandono ou de desconfiança, que já devem estar presentes se a sexualidade estiver ausente ou pouco presente;


4 - Apenas adicionar um pouco de variedade ou novidade. Comprar lingerie sexy, brinquedos sexuais ou tentar novas posições pode proporcionar diversão e alívio passageiro, mas pode agravar o marasmo sexual a seguir, especialmente se um se sentir pressionado pelo outro.

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sábado, 5 de outubro de 2013

Ministério de CURA: Baixe o livro A Unção que Enriquece

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dúvidas sobre sexo evangélico

Dúvidas sobre sexo evangélico

Sexo evangélico: Saiba mais sobre sex shop, fetiche,frequência sexual,sexo na menstruação,etc
EDIÇÃO 86-REVISTA ENFOQUE.
http://www.revistaenfoque.com.br/

O que um casal cristão deve ou não fazer

Dúvidas sobre sexo

Por Virgínia Rodrigues


Faça sol ou faça chuva, no frio ou no calor, com cansaço ou relaxado, não importa. O apetite sexual do brasileiro não encontra barreiras para se satisfazer. As pesquisas sinalizam, a mídia incrementa, os produtos estimulam. E o casal que busca viver dentro de princípios cristãos, com fidelidade conjugal e ética moral nem sempre consegue administrar desejos e possibilidades. Afinal, a própria Bíblia está cheia de orientações sobre comportamento afetivo e sexual entre casais. O apóstolo Paulo enfatizou que homem e mulher devem sempre manter um acordo sobre suas relações sexuais a fim de evitar tentações (1 Cor 7:5). Diante de tantas pressões, o escritor do maior número de cartas do Novo Testamento sintetizou muito bem: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por elas” (1 Cor 6:12). Assim sendo, o que seria lícito ou não para um casal cristão nos momentos de intimidade?


Existe alguma recomendação específica sobre regras e práticas do que deve ocorrer entre marido e mulher dentro de quatro paredes?
O que mais tem afligido os casais na hora da relação sexual? E por mais que o homem ou mulher brasileiros se mostrem despojados de pudores ou questionamentos, sempre há aqueles que querem esclarecer e discutir suas opiniões. Casais crentes, sejam mais liberados ou não quanto à sua performance com o parceiro, também necessitam de mais esclarecimento. Com o índice de separações cada vez maior em famílias evangélicas, não se pode desconsiderar que, muitas vezes, problemas no sexo são o estopim para um divórcio.

A freqüência do ato sexual é uma dessas questões sempre debatidas. Alguns reclamam de excesso, outros de falta de sexo no casamento. Saber reconhecer o limite do cônjuge na hora de determinar a freqüência nas relações sexuais é fundamental. É claro que a atração e vontade de fazer amor com a pessoa amada é saudável, desde que o desejo de um não se torne o tormento do outro. Mas como saber se o número de relações de um casal está além da conta? De acordo com especialistas, essa resposta é variável e deve ser dada pelo próprio casal. O excesso ocorre quando a freqüência ultrapassa uma média dentro do casamento, isto é, a quantidade de vezes com a qual os dois estavam acostumados começa a aumentar, ou quando supera a vontade do outro.


O médico Ademir Pacelli Ferreira, professor do Instituto de Psicologia da Uerj, explica que a expressão “excesso de sexo” não é um conceito psicopatológico. “É um termo que parte de uma norma, aparecendo como queixa de um”, afirmou. Ele diz que é difícil haver equilíbrio no apetite sexual, pois sempre haverá um mais estimulado que o outro. É a convivência e o perceber-se um ao outro que define quem vai ceder e o que vai ceder a fim de que o casal encontre um caminho comum. Identificar a raiz do comportamento é uma tarefa de marido e mulher. E se chegar a um acordo for complicado, procurar ajuda externa é a orientação.


O recém-casado Pedro Vieira, 25 anos, está sentindo na pele os efeitos do seu desejo. Casado há apenas oito meses, ele admite que sua esposa de 20 anos tem se queixado do seu apetite, sinalizado diariamente. “Por mim, eu manteria relações com minha esposa todos os dias, mas ela reclama”, reconheceu. O conflito tem algumas razões que já começam a aparecer. A primeira é a formação. Ela é evangélica de berço, e ele está freqüentando a igreja. Ambos têm, portanto, valores diferentes. Diante da negativa, ele diz que insiste e, quando não vê alternativa, vai dormir chateado. “Fico chateado só na hora, mas procuro entender. Depois passa. Às vezes, minha esposa também fica brava”, emendou. Apesar do desentendimento, garante que o casamento não foi abalado.

Tradicionalmente, o maior desejo vem do homem. E, diante da situação, a reação da mulher vai depender de sua orientação nas diferentes áreas do comportamento: sexualidade e espiritualidade, por exemplo.

Martha Gonçalves enfrentou o mesmo desafio da esposa de Pedro Vieira. Ela conta que os 15 anos de casamento não afetaram em quase nada o comportamento do marido, que a procura a cada dois dias, e, dependendo da semana, o convite pode ser diário. “Ele teve formação diferente da minha, converteu-se depois. Então, procurei entendê-lo, assim como ele também procurou me entender. Fiquei um pouco assustada no início, porque não esperava que fosse tão freqüente, mas vi que era uma necessidade dele. Como eu tinha saúde, fomos nos moldando”, lembrou Martha, que afirma que foram poucas as vezes que negou sexo. “Quando isso acontece, ele entende. Pensava também que, se ele não satisfizesse seu desejo comigo, poderia procurar fora de casa.” E de acordo com Pacelli Ferreira, há homens que justificam o adultério pela resistência da mulher.


PERSPECTIVA FEMININA


Sob a perspectiva feminina, a médica Esther Ribeiro explica que se a excitação for natural, não traz qualquer tipo de problema para o corpo da mulher. “Se a mulher for muito amada, ela não tem limite”, atestou. Para a especialista, que é ginecologista, terapeuta familiar e pastora, o único período em que a mulher deve evitar manter relações é o menstrual, quando o sangue é um elemento que facilita infecções e o colo do útero está muito aberto, possibilitando a subida de bactérias. Como terapeuta familiar, Esther diz que prejudicial não é o excesso em si, mas como a mulher (ou o homem) está desfrutando da relação. “Estamos vivendo em um mundo onde o que importa é o ‘meu’ prazer e não o ‘nosso’ prazer. Os casais não conversam, não namoram. Quando isso acontece, o prazer é um prazer egoísta, o que gera relacionamento anômalo”, alertou.

Outro ponto pouco discutido e que poderia ser mais explorado é o “mapa erógeno”. Muitos casais ainda precisam conhecer e saber desfrutar das zonas erógenas do seu corpo e do cônjuge para que a sexualidade no casamento seja mais prazerosa. Para dar e receber prazer, o casal deve explorar este “mapa” existente no corpo do seu esposo ou de sua esposa. Mas o que é zona erógena? São partes do corpo especialmente sensíveis às carícias, porque têm muitas terminações nervosas. Quando a pessoa está receptiva, a estimulação dessas áreas provoca sensações fortes, que desencadeiam reações sexuais. A pele, em si, é praticamente uma zona erógena em potencial, mas certas partes do corpo têm reações mais fortes, como lábios, pescoço, lóbulo da orelha, nuca, peitos, pés, dentre outras.


ZONAS ERÓGENAS
MULHERES
Frente: orelhas, boca, palmas das mãos, mamilos, barriga, parte interna da coxa, dedos dos pés
Ponto especial: clitóris
Costas: nuca, bumbum

HOMENS
Frente: olhos, cantos da boca, pescoço, dedos dos pés, mamilos, barriga, virilha, pés, glande (cabeça do pênis)
Costas: bumbum


FOCO SENSÍVEL


Os pontos erógenos mais sensíveis são diferentes para cada pessoa e provocam reações diversas à estimulação. A melhor forma para descobrir o próprio “mapa erógeno” e o do cônjuge é a exploração mútua. O modo como as carícias são feitas também provoca reações diferentes. É justamente a exploração sexual que o pastor Gilson Bifano orienta aos casais para melhorar a vida sexual. Partindo da teoria para a prática, ele recomenda um exercício chamado “foco sensível”: os cônjuges acariciam suavemente todo o corpo um do outro, sem intenção de penetração. Segundo Bifano, que é fundador do Ministério de Família Oikos, o objetivo é fazer o outro conhecer a sensibilidade de seu próprio corpo. “Pode usar uma pena ou pluma ou a mão de maneira suave”, ensinou.

O pastor alerta para o fato de que os casais, especialmente cristãos, devem aprender que o ato sexual não se reduz apenas ao binômio pênis–vagina. “Quando um casal restringe o ato sexual a isso, a relação, com certeza, se empobrece. Devemosmostrar a maridos e esposas crentes que a sensualidade, quando usada para atrair o cônjuge, não é pecado e é até recomendável”, ressaltou ele.

A psicoterapeuta e especialista em sexualidade Carmen Lúcia Otero Janssen diz que durante o ato sexual as pessoas precisam parar de se preocupar com o desempenho e priorizar a exploração das sensações dos cinco sentidos (tato, olfato, audição, visão e paladar). “A pessoa fica muito preocupada em mostrar habilidade e impressionar o parceiro. Ou seja: ‘Vou arrasar na cama.’ Em vez disso, deve sentir o toque e doarse mais para o outro e entrar em contato com a afetividade”, destacou ela, que já escreveu o livro “Massagem sensual para casais enamorados”. A publicação ensina os casais a usarem a massagem como veículo para o desenvolvimento da sexualidade amorosa.

Carmem Lúcia Janssen frisa que hoje a sexualidade está muito banalizada e muito rápida. “As preliminares são importantes tanto para homens quanto para mulheres. O ato sexual, para o homem, é muito genitalizado, e ele não percebe que perde com isso. Ao demorar nas preliminares (zonas erógenas), os parceiros ganham mais qualidade na vida sexual”, explicou ela, que é pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática de São Paulo (Isexp).

O fato é que quando o casal apresenta problemas na cama, o relacionamento pessoal também sofre conseqüências. Um exemplo disso é a contabilista L.S. “Sentia muita dor na relação sexual e por conta disso passei a evitar o meu marido”, disse. Assim, o casal
começou a brigar. A solução foi procurar ajuda de um psicólogo cristão. “Durante a terapia, aprendi a importância de me doar, e a psicóloga ensinou que devemos demorar nas preliminares. Melhorou bastante, e reduzimos as nossas brigas”, garantiu. Gilson Bifano afirma ainda que a comunicação – antes, durante e depois da relação sexual – é importante. “Os cônjuges devem perguntar onde o outro gosta e não gosta de ser tocado, o que causa maior e menor prazer.”


FETICHE


E o fetiche? Como pode interferir na vida sexual do casal? Será um desvio, um comportamento anormal ou até pecaminoso? Fetichismo, na psicanálise, significa “desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do parceiro, para alguma função fisiológica ou para peças do vestuário, adorno” (“Dicionário Houaiss”).

O termo começou a ser usado com essa conotação a partir dos estudos de Freud, pois, originalmente, a palavra vem de “feitiço” e designava um objeto a que se prestava algum tipo de culto, ou possuidor de poderes mágicos. O psiquiatra Albert Zeitouni, baseado na
teoria freudiana, esclarece que “a criança, ao perceber que a mãe não possui um pênis, recusa-se a aceitar essa realidade porque acredita que o seu órgão masculino também poderá ser perdido, então cria um substituto para o pênis da mãe, que é o fetiche”. Segundo ele, o fetiche se estabelece como um estímulo sexual durante a infância, e quando o homem torna-se adulto não o abandona em troca da pessoa total, pois o fetichista acredita que precisa daquele objeto ou parte do corpo feminino para conseguir a ereção.

Os tipos de fetiches mais comuns são os relacionados às partes do corpo da mulher, como pés, unhas, mãos, além dos objetos femininos, como meias, sapatos de salto alto, “lingeries”. Na prática sadomasoquista – aquela que envolve a dominação de um dos parceiros – são utilizadas roupas e objetos de couro, além de chicotes. A psicóloga Márcia Bittar Nehemy, especialista em Sexualidade, realiza terapia de apoio e diz que a psicologia considera que todas as pessoas são fetichistas em algum grau, mas muitos não conseguem obter prazer sexual sem o seu fetiche.

O evangelista da Assembléia de Deus João Luiz Paim da Silva, estudioso do assunto, garante: “O fetiche moderno, que muitos julgam inofensivo, é uma porta aberta para o diabo”. Como exemplo, cita o fetiche por pés e pergunta: “Como será se o homem que gosta de pés encontrar e desejar outro pé, que não o da esposa, pela rua, e começar a segui-lo? Certamente, logo virá o adultério.” Pastor da Igreja Batista Nacional, Disney Macedo acredita que os fetiches que não desrespeitam a relação do casal podem fazer parte da vida íntima dos cristãos. Isso se houver um acordo entre eles, sem, no entanto, incluir o sadomasoquismo. Nessa perspectiva, o homem tem de ter domínio próprio e, por isso, pode utilizar um fetiche, mas nunca ser dominado por ele.

Quando atinge níveis patológicos, causando constrangimentos, o fetiche é visto como um problema. Outras vezes, pode “apimentar” a relação entre o casal, embora muitos cristãos considerem qualquer coisa ligada à sexualidade como pecado e não como algo prazeroso. A sociedade explora cada vez mais o fetichismo, mas o que acontecerá se as pessoas não amarem mais umas às outras em sua totalidade, pela sua beleza física, mental, intelectual e caráter, mas, sim, desejando apenas uma de suas partes ou um de seus objetos de uso pessoal? Esse questionamento é feito por Maria Andrade, 40 anos, que teve um marido fetichista. “Ele não me via como mulher. Eu era apenas um pé e, para agradá-lo, acabei ficando obsessiva em cuidar dessa parte do meu corpo.” Hoje, garante que minimizou bastante o problema, mas precisou passar por tratamento com um sexólogo.

Muitas pessoas usam, de fato, a criatividade para “apimentar” a relação a dois, com a inclusão de carícias, “lingeries” sensuais, mudança de posições, etc. Até mesmo os casais evangélicos são estimulados, em muitas denominações, a ousarem no sentido de dar prazer ao parceiro e demonstrar o carinho e o amor que um tem pelo outro. Assim, marido e mulher são legitimamente motivados a erotizar a relação, isto é, investir em novidades. Vale um jantar romântico, uma viagem a dois. Até aqui não há muita polêmica, mas existem algumas práticas que geram discussão dentro da Igreja, como, por exemplo, o sexo anal: casais evangélicos podem usufruir dessa alternativa? Como é vista a prática do sexo anal por alguns pastores, psicólogos e casais evangélicos?


EXEMPLOS DE FETICHES

No cinema: “A Insustentável Leveza do Ser”, Philip Kaufman, em que o personagme pede a suas parceiras que usem um chapéu durante o ato sexual.
Na literatura: “O livro de cabecira” (1996), de Peter Greenaway, mostra uma modelo que mantém o hábito de pedir a calígrafos que escrevam livros em seu corpo.
Na música: Madonna explora o sadomasoquismo, com seus chicotinhos, botas e lençóis de seda.

CARDÁPIO DA ARTE SEXUAL


Não há consenso na resposta, já que especialistas na área de saúde e pastores têm opiniões divergentes sobre o assunto. Muitos condenam a prática e são categóricos em afirmar que sexo anal é pecado, principalmente porque a sociedade está saturada de sexo pervertido, onde o ser humano busca a satisfação própria e não a do outro. Há psicólogos e médicos que dizem que o sexo anal é uma alternativa sexual que – se tomados os devidos cuidados de higiene durante o ato sexual – não traz problemas de saúde. Esse grupo também ressalta que a decisão de incluir ou não o sexo anal no “cardápio da arte sexual” do casal deve ser uma decisão de ambos.

O médico ginecologista e membro da Igreja Batista Sérgio Macedo explicou que o desejo de praticar o sexo anal tem uma explicação psicológica: essa manifestação sexual está presente nas relações heterossexuais porque os homens, buscando uma variação sexual com suas parceiras, fantasiam a penetração anal como uma grande realização de conquista, sem falar de um certo sentimento de domínio e poder. As mulheres, em sua maioria, têm na fantasia sexual o desejo anal mais como uma tentativa de satisfazer os impulsos
sexuais do parceiro, agregando a essa experiência a possibilidade de demonstrar a entrega total, isto é, o quanto estão envolvidas na relação.

Evangélica há oito anos, a comerciante M.P. diz que sexo anal faz parte da sua rotina sexual há muito tempo. Ela o considera legítimo porque tal prática é feita com seu marido. “Não me sinto culpada. Nós dois gostamos e nos sentimos à vontade para, de vez em quando, inovar a nossa relação sexual”, revelou.

A inclusão da prática na vida do casal, segundo o médico e pastor da Igreja Maranata do Rio de Janeiro, Paulo César Brito, mostra que a sociedade está se corrompendo a cada dia. Para ele, os evangélicos têm na Bíblia um padrão de ética que tem de ser respeitado. “Não dá para deixar entrar na Igreja esses conceitos sociais e culturais que vão contra a Palavra”, esclareceu.

De acordo com Brito, a adoção de sexo anal entre casais evangélicos é pecado porque vai contra a natureza determinada por Deus: sexo entre um homem e uma mulher, cujo órgão principal é a vagina. “Esse orifício [o ânus] foi feito para eliminar fezes. A Bíblia diz que os sodomitas não entrarão no Reino dos Céus. O que é sodomita? Quem faz sexo anal”, definiu ele, baseando-se no texto de Romanos, capítulo 1. Ele acha que os casais evangélicos que fazem tal prática revelam desconhecimento bíblico. “Ou não querem ver a verdade porque não lhes interessa. Procuram variantes que justificam as suas práticas.”


Para o médico e pastor da Igreja Maranata do Rio de Janeiro, Paulo César Brito, não dá para deixar entrar na Igreja esses conceitos sociais e culturais que vão contra a Palavra O pastor Marcelo de Andrade e Silva endossa as palavras do seu colega, mas é mais comedido em relação ao texto bíblico que proíba literalmente o sexo anal. “Não temos um texto claro na Bíblia que seja contra a prática de sexo anal entre um homem e uma mulher. Porém o sexo anal constitui uma violência ao organismo porque Deus criou cada órgão no corpo humano com uma função. No caso do ânus, ele foi feito exclusivamente para defecar”, pontuou Andrade e Silva. Para o pastor, há outras formas de se obter prazer sexual. “O sexo é um manjar deixado por Deus para que possamos usufruí-lo.”

Para o casal E. e R., não há problema em seguir a orientação pastoral porque desde o curso de noivos, dado na Escola Dominical, os dois aprenderam que o sexo anal é contra a vontade de Deus. “Nunca sentimos qualquer curiosidade ou desejo de experimentar. Porém, para não cair no tédio, praticamos sem ‘neuras’ o sexo oral”, disse ela, que está casada há sete anos. Os dois pastores alertam ainda para o fato de o ânus não ter sido feito para o sexo – a prática pode provocar fissuras, infecção urinária, além de dor –, pois o órgão não tem lubrificação natural como a vagina.

O material contido na ampola retal, que é a última parte do intestino e que desemboca no ânus, é cheio de bactérias, cuja presença é normal no local, mas nas vias urinárias pode levar ao aparecimento de lesões e infecções, às vezes, graves. Além disso, é uma relação mais traumática, provocando freqüentemente escoriações por onde podem entrar microorganismos, atingindo a corrente sangüínea e causando diversas doenças.

O ginecologista Sérgio Macedo afirma que, fisiologicamente, não existe qualquer contra-indicação para a prática do sexo anal. “No entanto, lembro que não é um órgão com a mesma elasticidade da vagina. O sexo anal praticado com os cuidados necessários não causa nenhum dano, nem de alargamento do ânus, nem de perda do controle do esfíncter (músculo da região anal)”, garantiu ele. Para resolver a falta de lubrificação, o médico aconselha o uso de géis à base de água encontrados em qualquer drogaria. Ele diz que a prática do sexo anal requer alguns cuidados, como o consentimento espontâneo de ambos, a necessidade do intestino estar limpo, e o homem deve ter o cuidado de urinar após a relação. E lembra ainda que o sexo anal não pode ser feito antes do vaginal por causa do
risco de transmissão de doenças.

Ele assegura que a relação anal não pode substituir a vaginal, principalmente porque a falta de prazer naquele tipo de relação é muito usual. “A maioria das mulheres não tem orgasmo no sexo anal. O órgão erógeno da mulher é o clitóris”, ressaltou. Em relação à religião, para Sérgio Macedo, o casal deve ter bastante discernimento espiritual. “Se não há culpa, e o casal, de vez em quando, achar que o sexo anal pode ser algo diferente na rotina do dia-a-dia, não vejo problemas”, ressaltou.

Marcelo de Andrade e Silva acredita que as mulheres muitas vezes acabam cedendo aos maridos por medo de que estes busquem experiências extraconjugais.

“A mulher deve ser veemente nos seus princípios. A fidelidade é mais um traço de caráter do que de falta de atendimento de um desejo. O casal pode usufruir um com o outro, sem cair no desvio moral que é a busca pelo prazer a qualquer preço”, alertou. Segundo ele, se em algum momento a relação visa à obtenção narcisista e individualista exclusiva do próprio prazer, foge aos princípios determinados por Deus.


CHEIRO

No jogo da sedução, os sentidos desmpenham papel importante. Mas é o olfato o que mais instiga a curiosidade e aguça a imaginação da espécie humana. Tanto que há uma discussão sobre o poder do feromônio (substância química exalada pela fêmea para atrair o macho) e o enigma de sua existência e função na espécie humana.
Entretanto, a dúvida permanente, Os cientistas, porém, não discutem a existência do feromônio em mariposas, elefantes asiáticos e camundongos, que exercem um papel tão fundamental quanto surpeendente no acasalamento, Feromônio vem das palavras gregas “phero” - que significa “transportar” - e hormônio, combinadas.
Para a psicoterapeuta Carmem Lúcia Janssen, o sucesso das relações amorosas está muito mais ligado ao resgate da auto-estima, à predisposição em se abrir ao outro e à percepção que a pessoa tem de si mesma do que aos feromônios ou de qualquer outra espécie de afrodisíaco. “A auto-estima é a base de tudo. Para eu ser atraente, preciso me sentir atraente”, atestou. “Não há nada de errado em usarmos oso odores como ferramentas de sedução. Mas se quisermos aumentar nosso poder de sedução, precisamos trabalhar duro no resgate de nossa auto-estima.”


SEXSHOPS


E quanto às lojas especializadas em produtos eróticos que atraem pessoas em busca de mais prazer, as intrigantes “sexshops”?

A visita a esses estabelecimentos costuma ser vista como natural pela maior parte das pessoas, mas, para os evangélicos, a atitude pode ser um ponto de conflito. Sais de banho e óleos afrodisíacos, vibradores, cintas de couro masculinas e femininas, massageadores, elementos de sadomasoquismo e fantasias, alongadores penianos, próteses, roupas íntimas comestíveis para homem e mulheres, géis, pomadas, “lingeries” e toda sorte de produtos estimulantes para uma relação sexual são encontrados em “sexshops”, que já têm suas versões na internet e até por catálogo de porta em porta, estilo Avon. Com preços que estão longe de serem prazerosos, elas aguçam a curiosidade de muitos. É o caso de Paula Moura (nome fictício). Ela e o marido são evangélicos e não vêem qualquer tipo de problema em freqüentar uma dessas lojas. “Não gosto de produtos de sadomasoquismo ou fantasias, mas há coisas interessantes”, admitiu. Na opinião do psicólog e pastor batista Silas de Freitas, a curiosidade pode ser o início de um hábito. “A curiosidade pode levar o indivíduo a ceder à vontade de experimentar artifícios que não podem melhorar o relacionamento”, disse. Para ele, é o ajustamento na relação conjugal que torna o sexo mais prazeroso. “Eu tenho mais de 30 anos de casado, e meu envolvimento é tão bom quanto antes. Talvez melhor”, acrescentou. Ele crê que, quando tudo está ajustado, o casal cria mecanismos excitantes.

Para a bispa metodista Marisa Coutinho, a criatividade faz parte do relacionamento. “Não vejo problemas no uso de óleos de massagem, por exemplo. Mas entendo que a questão não é se o casal evangélico deve ir à “sexshop” ou não. Mas por que razão quer ir”, argumentou. Ela entende que se a motivação for suprir uma carência que o casal esteja enfrentando, talvez as novidades possam até atrapalhar.

Silas de Freitas ainda diz que o ato sexual por si mesmo não satisfaz mais, precisa de novidades, de elementos inusitados para valer-se. Tudo isso também tem muito a ver com o tipo de vida imediatista que as pessoas têm levado. Em vez de investir no relacionamento dia após dia e aprender sobre o outro, sobre o que lhe dá prazer, o indivíduo prefere alternativas que lhe permitam pular essas etapas.


LUGAR CERTO, NA HORA CERTA


Nessa perspectiva de recriar momentos de prazer a dois, o lugar certo para fazer amor também é questionado. É pecado o casal casado e evangélico ir ao motel? O assunto gera discussões diversas. Para alguns, o ambiente é considerado casa de prostituição e carregado de maus espíritos.
Outros, no entanto, não vêem problema algum. Aproveitam as datas especiais, como aniversário de casamento, para sair da rotina e “aquecer” a relação. A palavra “motel” surgiu nos Estados Unidos, no início da década de 1930, como hotéis de beira de estrada para descanso de viajantes e caminhoneiros e das palavras “Motor Hotels” surgiu “motel”. Eram pequenos espaços que englobavam algumas vantagens como lugar para o carro, água, lenha, casas de banho, chuveiros, lavanderia e preços baixos. Qualquer pequena comunidade oferecia um serviço desses.


Com relação ao motel, o pastor da Assempléia de Deus, Silas Malafaia, lembra a questão do escandâlo, pois tudo é lícito, mas nem tudo convém.No Brasil, a idéia apareceu no final da década de 60 com uma conotação romântica explícita nas fachadas, além dos espaços e decoração dos interiores. O pastor Edson Alves não chega ao radicalismo de tachar o motel como ambiente maligno ou local de pecado, mas aconselha que, numa data especial, os casais evangélicos procurem um hotel. Ele acha que o motel não é um local apropriado devido à rotatividade. Mas por ser mais barato, a freqüência é bem maior. “Eu questiono a higiene desses locais”, observou ele. E é a alta rotatividade que faz com que muitos evangélicos considerem o motel um lugar “sujo”. Para esse problema, Doraci e Martinho Santos, da Assembléia de Deus, casados há 28 anos, têm uma solução. Apesar de ainda não terem experimentado momentos a dois num motel, eles não vêem problema algum. A única preocupação seria com a questão da higiene, e Doraci revela que levaria de casa suas roupas de cama e banho, sem problema. O casal sempre procura comemorar as datas especiais em lugares onde possam ficar a sós.

Em determinados momentos, a privacidade é fundamental, e, além da economia, o motel proporciona essa possibilidade de ficarem sozinhos por algumas horas. Líder do Ministério Lar Cristão, o pastor Jaime Kemp aponta alguns motivos para aconselhar um cristão a não ir ao motel. Primeiramente, para nunca colocar dúvidas sobre a integridade do casal. Ele acha também que não se deve sustentar moral e financeiramente uma instituição que está contra a família. “O motel, infelizmente, é um princípio de infidelidade.” Outro
motivo é a tentação. De acordo com o pastor, se o casal cristão está no motel e se vê tentado a assistir filmes onde outros casais mantêm relações sexuais, isso pode ser prejudicial para o casamento.

A polêmica divide mesmo opiniões. Alguns pastores afirmam não ter base bíblica para condenar um casal que queira ter seus momentos de prazer num motel. Pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia chama a atenção, porém, para a questão do escândalo.

Ele lembra que tudo é lícito, mas nem tudo convém. “Ter relações sexuais com minha mulher não é pecado em lugar nenhum”, justificou. Silas Malafaia pensa que o casal deve tomar alguns cuidados, mas que, em momento algum, pode considerar que o ato de ir ao motel é pecado. O casal Waldivia e Francisco Cavalcante, da Igreja Batista Manancial, concorda com o pastor, mas lembra que não se deve escandalizar os outros. “Eu não ficaria escandalizada se visse um casal de irmãos em Cristo entrando ou saindo de um motel,
porém não acho conveniente”, considerou ela. E o autor do livro “Macho e fêmea os criou”, Carlos “Catito” Grzylowski, argumenta que, para a grande maioria dos casais, o motel tornou-se sinônimo de um local privativo em que se pode ir no anonimato e com uma pessoa que talvez nunca mais torne a encontrar. Isto é, consumir algo e descartar em seguida é a essência do modelo capitalista neoliberal trazida para o evento mais íntimo das relações humanas.


Para o pastor Jaime Kemp, se o casal cristão está no motel e se vê tentado a assistir filmes onde outros casais mantêm relações sexuais, isso pode ser prejudicial para o casamento Existem, porém, aqueles que procuram o motel por outros motivos. Os que desejam desfrutar de certas “comodidades” que não possuem em casa a um custo relativamente baixo, como banheiras de hidromassagem, saunas individuais, às vezes, até uma piscina ou um teto solar para observar as estrelas da cama. Para Grzylowski, esses casais crêem que tais detalhes podem incrementar a vida sexual e o romantismo.

Ele ressalta que muitos líderes de igrejas estão “coando o mosquito e engolindo o camelo”, isto é, estabelecendo regras e normas sobre locais e formas da relação sexual e esquecendo o mais profundo: a motivação que leva os casais ao ato sexual. “Para mim, um casal que tenha uma relação sexual em casa, no quarto, a portas fechadas e na posição mais convencional possível, porém sem ternura, buscando só o orgasmo e até, às vezes, forçando o cônjuge a uma relação num momento indesejável, esse já quebrou o princípio básico de amar ao próximo, mandamento máximo do Evangelho (Mateus 22:39), colocado por Jesus em pé de igualdade ao amor a Deus”, destacou.

Quanto à questão da maldição do local, o psicólogo é enfático: “Quem traz bênção ou maldição para os lugares são as pessoas que os freqüentam com suas intenções. Se eu creio que o Espírito Santo habita em mim, então em todo local que eu for ele estará presente e só esse fato já tornará o local abençoado pela presença do Espírito Santo em e através de mim”, assegurou. A sexóloga Sandra Lucena revela que muitos casais nunca fizeram sexo em outro local que não seja a própria cama ou tentaram posições e toques diferentes, temendo pecar. “São casais marcados pelo silêncio, pela falta de diálogo e cuidado com o outro”, garantiu. Segundo ela, com essas situações, existem leitos maculados em lares cristãos que parecem não conhecer a graça, o perdão, o cuidado e o amor de Deus.

Ela diz que a medida do sexo saudável, e isso inclui as fantasias sexuais, está na visão que se tem de Deus, da intimidade com ele, no compromisso e conhecimento da sua vontade. “Somente os que buscam um caráter cristão encontram respostas e paz nas questões sexuais”, definiu a sexóloga.

A vida conjugal continua sendo motivo de muitas discussões, debates e dúvidas. E deverá continuar assim, já que a relação sexual de um casal é algo que se aperfeiçoa dia-a-dia. O êxito está intimamente ligado à capacidade de se expor e de dialogar, em amor. Trocas e carinhos ajudam no conhecimento um do outro, permitindo o encontro de soluções e caminhos para uma sexualidade sadia.



NÚMEROS DO PRAZER
Fonte: Instituto Paulista de Sexualidade

. 35% das mulheres sentem desejo, têm capacidade de se excitar, mas não atingem o orgasmo.
. 25% das mulheres não sentem desejo.
. 35,5% das mulheres têm outros problemas sexuais: aversão sexual, dores na penetração, vaginismo, impulso sexual excessivo, homossexualidade não-resolvida.
. 50% das mulheres que chegam ao orgasmo se excitam com a penetração. A outra metade se excita apenas se houver estimulação do clitóris.




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